09/02/2010

Ultimamente tenho saudades do tempo de escola. Do convívio, do estudo de algumas disciplinas, de alguns professores, sobretudo da escola que já foi toda remodelada, mas eu insisto em guardar comigo a imagem da escola antiga. Saudades dos colegas, dos momentos que me fizeram sentir feliz, enquadrada na vida.

Aquilo é que era qualidade de vida, comparada com a vida que tenho hoje! Mas o Ser Humano é tão complexo que nunca está satisfeito com nada, e eu jamais poderia fugir à regra.
Quando estudava, e apesar de todos os momentos que me fizeram feliz, eu queria era ganhar dinheiro, - o meu dinheiro -, sentir-me mais adulta, sentir que estava a construir algo, tudo parecia muito cor-de-rosa.

Mas naquela época, eu tinha tempo para muitas coisas. Ver os amigos, divertir-me com eles ou sozinha. Tempo para ler, escrever cartas (saudades), andar de bicicleta, pensar no amor, descobrir o amor, almoçar sem pressa, ver televisão, passear. Tinha TEMPO.

Hoje não tenho, parece que as horas se enrolam umas nas outras absorvendo cada minuto, cada segundo. Sinto que não tenho tempo. 'Fecho-me' durante 8 horas, e depois chego a casa e ainda me dou ao trabalho de trabalhar. Ninguém faz por mim. Ninguém.

Tenho livros para ler que estão lá parados há imenso tempo. Ontem lembrei-me de ir comprar o jornal, depois páro e pergunto-me: "Para quê, se não tenho tempo para o ler."
Ando a suspirar por um fim-de-semana 100% sofá, há um bom tempo e ainda não o consegui ter. Há sempre isto e aquilo que tem de ser feito. E quando arranjo uns simples minutos, não encontro vontade de tão cansada que me sinto.

Eu sei que há vidas mais complicadas do que a minha, oh se há. Tenho plena consciência, que há pessoas, sobretudo mulheres que têm de fazer um jogo de cintura incrível, as quais eu admiro.

Mas cada pessoa tem o seu devido tempo, é relativo. Precisamos sempre de tempo equivalente ás nossas necessidades. Estas são as minhas, não muitas, mas são as minhas, e tempo por aqui precisa-se.

07/02/2010

Tenho dias que sinto a minha vida estagnada. É como ver a carruagem a andar, mas permanecer no mesmo sítio. É ver as coisas a passarem velozmente, e não conseguir apanhá-las, e muito menos decifrá-las. Tenho dias que gostava de ser ainda mais franca com a minha vida, e ter a coragem, a frontalidade das crianças para dizer sem medo - NÃO GOSTO /NÃO QUERO - e sem pensar no caos posterior.

Decoração, ás Quartas!





02/012/2010

E assim, hoje a caminho do emprego decidi que/e se a vida não me/nos trocar as voltas o jardim dos avós, será o nosso jardim mágico, Filha.
Filha, quero que cresças com o privilégio de saberes o que é a verdadeira natureza, e o respirar ar puro. Que ouças os passarinhos, e o cucu lá ao longe, que volta e meia faz do pinhal a sua casa. Quero que sintas as fragrâncias das várias flores bravas que nascem nos campos ali ao redor, com a chegada da Primavera.
Plantarei árvores bonitas para no Verão possamos colher frutas saborosas, limpas de químicos e outros afins. Quero um escorrega para ti, e um balouço para nós as duas.
Uma sombra para nos deitarmos a descansar depois de todas as tropelias, e uma piscina daquelas de plástico para nos refrescarmos ao entardecer na água quentinha que o sol aqueceu durante todo o dia.
Um lago meio artesanal com patinhos, ainda que de borracha, ou então para colocarmos barquinhos feitos com folhas de jornais. E flores, muitas flores, assim dispersas a ornamentar cada canto. Vasos de muitas cores, e um regador para cada uma de nós.

O nosso jardim mágico, Filha.

29/01/2010

Bem vinda pequenina, a este mundo de loucos!

28/01/2010

Nunca como antes me tinha apetecido ter um jardim! O Meu jardim! Com a Primavera ainda me aguça mais os sentidos pela natureza.
Toda a minha vida sempre fui mais campo do que praia. Sempre adorei a natureza, envolver-me com o verde. Sempre me senti confortável, aliás a natureza sempre me pareceu - mágica -.

Ainda não perdi a esperança de um dia vir a ter o Meu jardim! Enquanto sonhar for de graça, eu assim me empenharei, no sonho a tornar realidade!

Já notaram em como o mundo é mais bonito na Primavera? As árvores, as flores, as plantações, até mesmo as ervas daninhas conseguem embelezar, é um renascer!

Da minha infância, guardo o cheiro das flores dos tomateiros, e das favas?!! Que cheirinho bom! Tenho tantas, mas tantas saudades!

Decoração, ás Quartas!






26/01/2010


Já apanhei café e cenouras. Já acabei o trabalho que tinha deixado por acabar. Já li os mail's. Falta-me ler os jornais.
Hoje acordei meio - não - para com o mundo. E é tão lixado quando acordamos assim. Quando nos perguntam logo pela manhã se estamos bem, é fundamental escolher bem entre um sim ou um não. Quando me perguntam, mesmo que acorde rabugenta, aborrecida, eu obrigo-me a dizer que sim, que estou bem. E não sei como o - astral - sobe. Afinal, eu disse que estava bem, então logo, tenho de estar bem. Se o disse para enganar, para me largarem da mão o mais rápido possível? Em parte sim.
Mas mesmo assim empenho-me em manter o sim pelo dia a fora, e só muda que me fizerem passar mesmo dos carretos.
Hoje é daqueles dias que não percebo a minha vida, e nem sei dizer se gosto dela, ou seja, de tudo o que se passa nela neste momento. No fundo não gosto, e o que mais me irrita é que não consigo bater com o punho na mesa e dizer - não gosto -.
Piora quando não consigo encontrar soluções definitivas. Piora quando mesmo não idealizando nada, mesmo não exigindo nada da vida, ela nos dá o lado mais difícil. Já sei para a próxima vou ser exigente ao máximo.
Que raio. Parece que tenho a cabeça a chegar ao curto-circuito. Hoje é daqueles dias em que me apetece ser pequenina, pequenina. Para entrar no mundo da magia, da imaginação e nada nem ninguém me fazer descer à porcaria do mundo dos adultos.

Se fosse possível voltar atrás em troca da vida que tenho hoje, nem pensava duas vezes.

(Depois sinto-me um bocado reles ao queixar-me de problemas que têm resolução fácil pelas palavras mas com consequências desastrosas, quando existem pessoas no mundo com problemas com P grande... BAH!)

25/01/2010

Hoje acordei com uma vontade enorme que fosse já Primavera. Apetecia-me aquele calor que ainda não é bem calor, mas que nos sabe tão bem na pele, que nos é tão confortável.
Enquanto deitada, perguntei-me vezes sem conta o que haveria de vestir hoje... As blusas de lã fofinha que comprei ainda nem há meia dúzia de semanas não me enchiam as medidas do -apetece-me-.
Levantei-me, subi os estores, escancarei as janelas, e lá estava o sol meio tímido. Abri o roupeiro com o coração pintado de Primavera e escolhi o castanho para me pintar o dia de hoje. Castanho não é muito Primaveril, pois não? Mas era a cor que me enchia o -apetecer-.
Pensei ainda várias vezes se vestiria uma camisola interior ou vir somente de camisa, e uma camisola fininha.
Cheirava-me a Primavera. Depois por entre rimel e batom perguntei-me: Casaco, ou blazer? E o meu Eu respondeu-me: Blazer, Blazer, Blazer..., de repente o meu outro Eu, disse-me: tás tola.. de roupa castanha e blazer preto... nammm.
Sigo para o roupeiro e tiro o casaco. Quando cheguei à rua, arrepiei-me o suficiente para me apetecer dar muitos beijinhos ao casaco e à camisola interior.

Primavera enganadora!!!

Um facto.

Adoro falar com pessoas viajadas.